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Vale terá de arcar com quase R$ 60 milhões para ações de combate à dengue

Por Redação , 05/04/2019 às 09:56
atualizado em: 05/04/2019 às 11:07

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A mineradora Vale vai arcar com quase R$ 60 milhões para ações de saúde pública após a tragédia do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão em brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

Serão R$ 17 milhões destinados à parceria com a Fundação Ezequiel Dias, que vai realizar exames toxicológicos nos atingidos que tiveram contato primário ou secundário com a lama. Outros R$ 41 milhões vão para parceria com a Fundação Oswaldo Cruz, do Rio de Janeiro, que vai realizar ações de combate ao mosquito aedes aegypti , vetor de várias doenças, entre elas a dengue. 

De acordo com Lyssandro Siqueira, procurador-chefe do Meio Ambiente do Ministério Público de Minas Gerais, na próxima audiência, marcada para 9 de maio, a Vale terá que apresentar cronograma de ações para conter os rejeitos de mineração ainda dispostos no meio ambiente. Essas ações terão que ser concluídas até 30 de setembro, antes da estação chuvosa. 

“Houve uma evolução nas tratativas, especialmente em relação à pauta socioambiental”, destaca.

Sara Souza, moradora do Córrego do Feijão, gravou um vídeo e enviou para reportagem da Itatiaia. Ela narra a morte de animais e teme pela contaminação do solo e de um córrego que passa nos fundos da casa dela. Ela acusa ainda a Mineração Ibirité Limitada (MIB), que também atua nas proximidades do Córrego do Feijão. Veja o vídeo abaixo! 

Em nota, a MIB esclarece que não dispõe de barragens em sua operação em Brumadinho. "A empresa faz a disposição dos rejeitos em cavas – espaços de onde inicialmente foi removido o minério. Com esse método não há construção de barragens para conter rejeitos". A MIB ressalta ainda que cumpre todas as condicionantes ambientais determinadas pelos órgãos e que não utiliza produtos capazes de contaminar a água.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o número de mortos pela tragédia em Brumadinho chega a 221.

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