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UFMG faz estudo inédito para compreender inserção de pessoas com deficiência em BH 

Por UFMG, 21/07/2019 às 08:28
atualizado em: 21/07/2019 às 08:29

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Foto: Banco de imagens Pixabay
Banco de imagens Pixabay

Quem são as pessoas com deficiência em Belo Horizonte? Quais as dificuldades e necessidades? Quais atividades de lazer praticam? A busca por essas e outras respostas impulsionou pesquisadores da Faculdade de Medicina e da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional (EEFFTO) da UFMG, além da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), a desenvolverem pesquisa inédita no país, na qual busca compreender o desempenho ocupacional dessas pessoas.

Com início neste mês, o estudo tem o objetivo de compreender os fatores que influenciam a participação e a restrição nas atividades cotidianas das pessoas com deficiência visual, auditiva e motora, totais e parciais. Para isso, serão avaliadas três áreas ocupacionais: autocuidado, lazer e trabalho. A ideia da pesquisa é jogar luz sobre questões que mascaram o universo no qual estão inseridas.

“Hoje a gente tem uma noção, mas não temos uma pesquisa de vulto feita nesse sentido. O que se tem vai para saúde mental, ou só auditivo, por exemplo”, explica o professor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFMG, Ricardo Alexandre de Souza.

Questionários com questões objetivas e subjetivas serão aplicados às pessoas com deficiência das nove regionais de Belo Horizonte. Por meio das entrevistas, serão analisadas as condições socioeconômicas delas, onde vivem, como é a vida em família, em comunidade, suas práticas de lazer e se recebem as mesmas oportunidades de satisfação social que outras pessoas sem deficiência.

“Muitas pessoas com deficiências restringem sua vida a ir a uma unidade de saúde e voltar para casa. Muitas vezes acompanhadas da mãe, e a gente quer ver porque isso acontece, ou se acontece outras coisas, se conseguem solucionar situações que nós não estamos sabendo”, explica a professora do Departamento de Terapia Ocupacional da EEFFTO, Cristiane Miryam Drumond de Brito.

Voluntários 

Serão 30 minutos de aplicação de questionário, mais ou menos, realizada por mais de 10 voluntários. As entrevistas iniciam neste mês, convidando mais de 1500 pessoas, para formar o grupo de 500 participantes. Interessados em fazer parte do estudo podem se cadastrar.

A previsão de término é para final de julho ou meados de agosto. Os próximos passos são fazer analise descritiva e cruzamento desses dados.

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