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Relatório final da CPI de Brumadinho pede indiciamento de executivos da mineradora Vale

Por Redação , 12/09/2019 às 14:08
atualizado em: 12/09/2019 às 19:16

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Foto: Fernando Moreno/ Estadão Conteúdo
Fernando Moreno/ Estadão Conteúdo

O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da tragédia de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi lido na manhã desta quinta-feira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Os deputados trabalharam seis meses e pediram o indiciamento de 13 funcionários da Vale e da Tüv Süd, empresa que atestou a segurança da barragem que se rompeu. 

Foram feitas 17 reuniões ordinárias, 14 extraordinárias e duas visitas técnicas. Foram colhidos 149 depoimentos e aprovados 220 requerimentos com pedidos de providências à autoridades, requisição de documentos e esclarecimento de informações.

Além do indiciamento, algumas recomendações estão no documento, entre elas a reparação integral de Brumadinho. Segundo um dos coordenadores nacionais do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Pablo Dias, essa medida é importante pois prevê não só o reparo monetário, mas como um todo.

“Ela [ a Vale] quer pagar as pessoas e se livrar da responsabilidade, sendo que afetou não só monetariamente a vida das pessoas. As pessoas vão ter que reconstruir suas vidas, vão ter que ter acesso à água, vão ter que reconstruir seus trabalhos, suas famílias. Isso não pode ser pagado monetariamente. O conceito de reparação integral  abrange a compensação, o reassentamento, a retomada do modo de vida, a mitigação dos danos e dos prejuízos causados, enfim, abrange de forma mais ampla a reparação da vida dessas pessoas.”

A leitura foi acompanhada por movimentos populares, sociais e parentes de vítimas da tragédia. 

O relatório deve ser votado na tarde desta quinta. 

Tragédia 

A barragem da Vale em Brumadinho se rompeu no dia 25 de janeiro, provocando 270 mortes. Até o momento 249 pessoas foram identificadas e 21 seguem desaparecidas. 
 

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