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Após ser baleado, senador Cid Gomes tem alta de UTI e é transferido para enfermaria

Por ANSA Brasil, 20/02/2020 às 09:25
atualizado em: 20/02/2020 às 09:39

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Foto: Agência Brasil
Agência Brasil

O senador licenciado Cid Gomes, baleado nesta quarta-feira (20) na cidade de Sobral (CE) durante protesto de policiais, teve na manhã desta quinta-feira alta hospitalar da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Coração daquela cidade. Gomes foi transferido para a enfermaria.

De acordo com boletim médico, Cid Gomes deu entrada naquela unidade hospitalar, "vítima de ferimento por arma de fogo no hemitórax esquerdo" e após o atendimento inicial seu quadro clínico evoluiu sem intercorrências, mantendo-se "hemodinamicamente estável e com padrão respiratório normal, não mais necessitando de cuidados de terapia intensiva.

Em sua conta na rede social, o deputado federal Eduardo Bolsonaro disse que Cid teve uma "atitude insensata" ao tentar invadir o batalhão da PM. "[Ele] Tenta invadir o batalhão com uma retroescavadeira e é alvejado com um projétil de borracha. É inacreditável que um Senador da República lance mão de uma atitude insensata como essa, expondo militares e familiares a um risco desnecessário em um momento já delicado", escreveu.

A declaração, no entanto, foi rebatida pelo ex-candidato à Presidência Ciro Gomes. "Deputado Eduardo Bolsonaro, será necessário que nos matem mesmo antes de permitirmos que milícias controlem o Estado do Ceará como os canalhas de sua família fizeram com o Rio de Janeiro".

Eduardo, por sua vez, retrucou o comentário do pedetista, ressaltando que "nem 4 horas que o irmão foi alvejado após tentar atropelar dezenas de policiais, mulheres e crianças com uma retroescavadeira, e o coroné já usa o caso para fazer política. Talvez porque, a essa altura, só assim consegue ter relevância. Patético".

A polêmica também contou com a manifestação do vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, que afirmou que "o que mata não são armas de fogo legais, mas a pessoa que está disposta a cometer o crime, seja com que ferramenta for". "Democraticamente estou desarmado, mas vou passar com um trator em cima de você. Aceite, ou senão é ditadura!", acrescentou.

Após o episódio envolvendo o senador, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, atendeu o pedido do governador do estado, Camilo Santana, e autorizou o envio da Força Nacional de Segurança Pública ao Ceará. No documento, Moro disse ter recebido informações "sobre movimento paredista da polícia do estado" e um pedido para enviar a "Força Nacional de Segurança Pública para colaborar com as forças de seguranças estaduais na garantia da lei e da ordem".

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