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'A senhora ora por mim', disse autor do massacre de Paracatu ao poupar 'irmã Maria'

Por Redação , 22/05/2019 às 07:47
atualizado em: 22/05/2019 às 17:11

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Foto: Ailton Pinheiro / Arquivo pessoal/ Reprodução Globo
Ailton Pinheiro / Arquivo pessoal/ Reprodução Globo
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O empresário Rudson Aragão Guimarães, de 39 anos, poupou várias vítimas durante o massacre na Igreja Batista Shalom, em Paracatu, na região Noroeste de Minas, ocorrido na noite dessa terça-feira (21). Rudson matou quatro pessoas, sendo três dentro do templo. A primeira vítima foi Heloísa Vieira de Andrade, de 59, ex-namorada do autor. Ela foi morta com uma facada no pescoço na casa da mãe de Rudson.

“Estive com uma das vítimas que foi poupada pelo autor, a irmã Maria, uma senhora idosa. Ela me contou que ele matou todas as vítimas dentro da igreja na frente dela. Ele pegou ela várias vezes pela camisa, colocava a arma no rosto dela dizendo que iria matá-la, depois desistia dizendo: a senhora ora por mim, a senhora é como uma mãe pra mim. E aí desistia e atirava nas vítimas que estavam perto dela”, contou o bispo Gilvan Rodrigues, da Igreja Batista Shekinah, à Rádio Itatiaia. 

O massacre repercute no Brasil e em outros países. O alvo do ex-militar da Aeronáutica seria o pastor Evandro Rama que teria afastado Rudson da igreja por comportamento inadequado, conforme explicou tenente-coronel Luiz Magalhães à Itatiaia nesta quarta-feira. 

De acordo com a Polícia Militar (PM), após assassinar a ex, Rudson foi à igreja para matar o pastor, que pulou um muro e fugiu. Vinte pessoas estavam no templo, que fica no bairro Bela Vista. Armado com uma cartucheira calibre 36 e sem encontrar o pastor Evandro, Rudson começou a disparar contra os fiéis, matando três.

A PM chegou rápido, Rudson fez uma mulher como refém e a matou em seguida. Os policiais se sentiram ameaçados e revidaram atingindo o homem com três tiros. Ele foi encaminhado para o Hospital Municipal de Paracatu em estado grave, passou por cirurgia e apresenta melhora.

“As informações médicas são que já estão tirando, inclusive, os sedativos. Nós continuamos lá com a escolta policial militar e aguardaremos durante o dia sobre a possibilidade de remoção do Rudson do hospital para outro local”, disse o tenente-coronel Luiz Magalhães.

Os mortos na igreja foram identificados como Rosângela Albernaz, Marilene Marins de Melo Neves, e Antônio Rama, pai do pastor Evandro. 

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