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O que esperar em campo?

Chega de sentar no rabo e falar do erro alheio, principalmente quando ele nos prejudica.

19/04/2019 às 02:17

Amigos, vim tomar xingo. Qualquer coisa que eu disser aqui vou discordar de alguém. Graças à boa democracia, temos direito a pensar diferente. Mas, venhamos, escolher um lado e ser ignorante quanto aos outros é, no mínimo, irracional.

Tivemos a primeira final do Campeonato Mineiro no último domingo (14) entre Cruzeiro e Atlético no Mineirão. A equipe celeste venceu por 2 a 1, teve um gol anulado pelo VAR que poderia deixar o placar mais elástico. Em contrapartida, o árbitro de vídeo não pode interferir em um lance que deu origem à jogada do segundo gol celeste, que poderia não ter acontecido caso a irregularidade fosse marcada. Teve, também, lances dos dois lados de reclamações de pênaltis, expulsões, e todo o enredo de sempre que alimenta um clássico.

No fim das contas, ao meu ver, o jogo terminou empatado: Atlético, Cruzeiro e arbitragem. O trio entrou em campo disposto ao desafio: quem será mais esperto? Ninguém foi. O todo-poderoso Cruzeiro, favorito na partida, se dividiu entre dominar o jogo e brigar com o adversário. O Atlético, claramente inferior, se desdobrou em fazer uma partida de igual para igual e diminuir o adversário no psicológico. E o VAR, amigos, o VAR entrou nessa pegadinha de empurra aqui, briga acolá e também perdeu as estribeiras. 18 câmeras foram poucas para tanto lance coadjuvante à bola.

Queria eu que tudo isso fossem águas passadas, mas amanhã temos o reencontro e a decisão finita do estadual 2019. E a ideia, amigos, é que concentremos na redondinha. Nelson Rodrigues, quando fala sobre as ‘qualidades que convém não desprezar no futebol’, ele cita a coragem: “A verdade é que, apesar de todas as convenções disciplinares do profissionalismo, o futebol vive muito da bravura pessoal dos craques. (...) o sujeito covarde, dá menos no couro. Há momentos, num jogo, em que o camarada precisa enfiar a cara no pé do inimigo.”

O que eu e essa afirmação de Nelson Rodrigues queremos? Que amanhã o foco seja na bola. Que a provocação seja no drible. Que o empurrão seja na bola, pro gol. Que o grito seja de comemoração. Que a falta seja de raça. Que o VAR seja positivamente decisivo. Que o árbitro seja perspicaz e sensato. Que os jogadores queiram o jogo jogado. E, principalmente, que o culpado pela derrota seja quem não fez o gol; e o destaque da vitória, o que fez a bola entrar. Chega de sentar no rabo e falar do erro alheio, principalmente quando ele nos prejudica. Esqueçam as câmeras: a bola está em jogo.

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